sexta-feira, 29 de maio de 2020

AULA DE PORTUGUÊS - Profª.: Helayne Araújo
Turmas: 100 e 101
Referente a semana 25/05 a 29/05/20
Assuntos: Tipologias - Narração e Descrição
Tipos de Discurso - direto, indireto e indireto livre


QUAIS SÃO OS TIPOS TEXTUAIS?
Quais são os Tipos Textuais?
Os tipos textuais são as formas como um texto se apresenta. As principais tipologias textuais são: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção.

Qual a diferença entre tipologia textual e gênero textual?
Antes de falarmos quais são os tipos textuais é necessário deixar claro que tipos e gêneros textuais são dois conceitos muito diferentes, mas que ainda confundem as pessoas.

Os tipos textuais são caracterizados por propriedades linguísticas como tempos verbais, vocabulário, construções frasais, entre outros elementos. Ou seja, podemos afirmar que o tipo textual está relacionado a forma como o texto se apresenta.
O conjunto de regras na elaboração dos textos é o que diferencia e define a tipologia textual. Há apenas 5 tipologias textuais:
·         texto narrativo
·         texto descritivo
·         texto expositivo
·         texto dissertativo-argumentativo
·         texto injuntivo
Já os gêneros textuais possuem função comunicativa e estão inseridos em um contexto cultural. Possuem um conjunto ilimitado de características, que são determinadas de acordo com o estilo do autor, conteúdo, composição e função.
Alguns exemplos de gêneros textuais são: poema, bilhete, entrevista, biografia, entrevista, história em quadrinhos, piada, notícia de jornal, obra teatral, conto, entre tantos outros. São inúmeros os gêneros textuais utilizados em nossas ações sociocomunicativas.

Quais são os tipos textuais?
Para entender melhor o assunto é necessário conhecer os cinco tipos textuais e suas características. Afinal, cada texto tem uma finalidade, podem ser elas:
1.      contar
2.      descrever
3.      argumentar
4.      expor
5.      informar.
Cada um dos tipos textuais possui características bem específicas que serão apresentadas a seguir.

Os tipos textuais – Texto narrativo
Essa é a forma mais antiga das tipologias. Vem desde os tempos das cavernas quando o homem registrava seus momentos através dos desenhos nas paredes. Sua principal característica é contar uma história através de uma sequência de ações, seja ela fictícia ou não.
Geralmente ele é escrito em prosa e nele são narrados fatos e acontecimentos.

Elementos do texto narrativo
·         Narrador: É quem narra a história. Há três tipos de narrador: narrador observador, narrador onisciente e narrador personagem.
·         Enredo: Trata-se da estrutura narrativa, ou seja, a trama em que se desenrolam as ações. São classificados em: enredo linear, enredo não linear, enredo psicológico e enredo cronológico.
·         Personagens: São aqueles que compõem a narrativa, sendo classificados em personagens principais e personagens secundários.
·         Tempo: É a marcação de tempo dentro da narrativa, por exemplo, uma data ou momento específico. O tempo pode ser cronológico ou psicológico.
·         Espaço: Local onde a narrativa acontece e se desenvolve. Podem ocorrer num ambiente físico, ambiente psicológico ou ambiente social.

Estrutura do texto narrativo
·         Apresentação: Pode também ser chamada de introdução. Nessa parte inicial do texto o autor apresenta os personagens, o local e o tempo em que desenvolverá a história. É o momento em que o leitor é capturado e envolvido pela narrativa.
·         Desenvolvimento: Nessa parte do texto grande parte da história é desenvolvido com foco nas ações dos personagens. O desenvolvimento é a maior parte da narrativa.
·         Clímax: É o grande momento da narrativa. O clímax designa o momento mais emocionante dela.
·         Desfecho: Pode também ser chamado de conclusão. É determinado pela parte final da narrativa, onde a partir dos acontecimentos, os conflitos vão sendo desenvolvidos.

Tipos de narrador
Os tipos de narrador também podem ser chamados de foco narrativo. O foco narrativo representa a “voz textual” do texto e podem ser classificados em:
·         Narrador observador: A história é narrada em 3ª pessoa. O narrador observador tem conhecimento dos fatos, mas não participa das ações da história.
·         Narrador onisciente: Esse narrador conhece todos os personagens e a trama. A história é narrada em 3ª pessoa, porém quando apresenta fluxo de pensamentos dos personagens, ela é narrada em 1ª pessoa.
·         Narrador personagem: A história é narrada em 1ª pessoa onde o narrador é um personagem e participa das ações.

Exemplos de gêneros textuais narrativos
·         Crônica;
·         Conto;
·         Lenda;
·         Romance;
·         Novela.
Os tipos textuais – Texto descritivo
Dando continuidade ao nosso artigo sobre quais são os tipos textuais temos o texto descritivo, que é um tipo de texto que envolve a descrição de algo. Essa descrição pode ser de um objeto, pessoa, animal, lugar, entre outros. Sua intenção é transmitir para quem está lendo as suas impressões e as qualidades de algo.
O texto descritivo capta as impressões, de forma a representar a elaboração de um retrato, como uma fotografia revelada por meio das palavras.

Tipos de textos descritivos
O textos descritivos são divididos em dois subgrupos conforme a intenção do escritor. São eles:
·         Objetivo: Trata-se de uma descrição clara, em que o autor procura descrever de forma exata e realista as características de algo, sem atribuir impressões subjetivas e juízo de valor.
·         Subjetivo: Trata-se de uma descrição em que o autor insere opiniões, sentimentos, sensações e evidencia suas impressões pessoais.

Características do texto descritivo
·         Ausência de ação e relação de continuidade entre as frases;
·         Predomínio de substantivos, adjetivos e locuções adjetivas;
·         Utiliza enumeração e comparação;
·         Presença de verbos de ligação;
·         Verbos flexionados no presente ou no passado.

Estrutura do texto descritivo
·         Introdução: Apresentação do que se pretende descrever.
·         Desenvolvimento: Caracterização objetiva ou subjetiva da descrição.
·         Conclusão: Finalização da caracterização.

Exemplos de gêneros textuais descritivos:
·         Diário;
·         Currículo;
·         Biografia e autobiografia;
·         Anúncio de classificados.

Os tipos textuais – Texto expositivo
O texto expositivo tem como objetivo informar sobre um assunto e visa a apresentação de um conceito ou ideia de forma clara, concisa e objetiva, sem expressar qualquer opinião sobre o que é exposto. É de extrema importância que o autor se mantenha imparcial nesse tipo de texto.
Assim como no texto descritivo, o autor pode utilizar recursos da comparação, enumeração e descrição.

Tipos de textos expositivos
·         Texto expositivo-argumentativo: Quando o autor utiliza uma série de argumentos para defender uma ideia. Ou seja, é um texto embasado, que contém muitas informações sobre o assunto, fontes, pesquisas e estudos com o intuito de convencer o leitor sobre algo.
·         Texto expositivo-informativo: Nesse caso, o escritor transmite as informações com o máximo de imparcialidade possível. Seu objetivo é contar um fato sem influenciar as conclusões do leitor.

Exemplos de gêneros textuais expositivos
·         Notícias;
·         Seminários;
·         Palestras;
·         Trabalhos acadêmicos;
·         Enciclopédia.

Os tipos textuais – Texto dissertativo-argumentativo
O texto dissertativo-argumentativo consiste na defesa de uma ideia por meio de argumentos e explicações. Seu principal objetivo é convencer ou persuadir o leitor. É um texto opinativo por natureza e que contém informações que comprovam a veracidade dos argumentos que são utilizados ao decorrer do texto.
Esse é o tipo de texto solicitado na redação do ENEM, cujo tema ronda questões de ordem social, científica, cultural ou política.

Estrutura do texto dissertativo-argumentativo
·         Introdução: Na introdução são mencionados os temas, ou o problema, que são abordados no texto de modo que o leitor se situe. Essa parte deve compreender cerca de 25% da dimensão total do texto.
·         Desenvolvimento: No desenvolvimento todas as ideias mencionadas na introdução devem ser desenvolvidas de forma opinativa e argumentativa.  Essa parte deve compreender 50% da dimensão total do texto.
·         Conclusão: A conclusão leitor, dando uma ordem ou o persuadindo a fazer ou comprar alguma coisa.
Exemplos de gêneros textuais injuntivos
·         Receita culinária;
·         Manual de instruções;
·         Bula de remédio;
·         Regulamentos.
·         deve ser uma síntese do problema abordado, mas com considerações que expressam o resultado do que foi pensado ao longo do texto. Essa parte deve compreender cerca de 25% da dimensão total do texto.
Exemplos de gêneros textuais dissertativos-argumentativos
·         Carta de opinião;
·         Resenha;
·         Artigo;
·         Editorial jornalístico.
Os tipos textuais – Texto injuntivo
Texto injuntivo trata-se de um texto pautado na explicação ou no método para que o leitor concretize algo. Sua função é transmitir para o leitor mais do que simples informações. Tem como objetivo instruir e explicar. Muitas vezes, apresentam verbos no imperativo e visam, além da instrução, a persuasão do leitor. Ao desenvolver um texto injuntivo, o escritor tem um objetivo claro em mente e precisa ser certeiro para que sua mensagem seja recebida como o esperado.
Tipos de textos injuntivos
·         Texto injuntivo-instrucional: Quando o objetivo do autor é instruir o receptor a fazer algo, sem a necessidade de convencê-lo.
·         Texto injuntivo-prescritivo: Quando o objetivo do autor é o de impor algo ao
       leitor, dando uma ordem ou o persuadindo a fazer ou comprar alguma coisa.

Exemplos de gêneros textuais injuntivos
·         Receita culinária;
·         Manual de instruções;
·         Bula de remédio;
·         Regulamentos.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

AULA DE ARTE - 2° ANO: ARTE ROCOCÓ

François Boucher (French, Rococo , 1703-1770) – La toilette di ...
A toilete de Vênus-de François Boucher

A arte rococó foi uma corrente que teve seu início na França, mais precisamente em Paris, em 1700. Em seguida, esse movimento se estendeu por toda a Europa, chegando à América no século XVIII.

O estilo rococó nasceu como uma prolongação do barroco, um movimento marcado por seu caráter exuberante e suntuoso. Assim, com a proposta de combater os excessos dessa corrente, o rococó surgiu, promovendo a delicadeza e o refinamento em suas mais variadas formas, como na pintura, no design de interiores, na escultura e, até mesmo, na arquitetura.

Buscando equilibrar o exagero ornamental do barroco, a arte rococó estimulou a harmonia e a moderação na decoração. Nesse contexto, também procurou se desvencilhar do barroco ao apresentar uma estética menos ligada à religião.

Do início do século XVIII até meados do século XIX, transformações dinâmicas na arte europeia refletiram as turbulentas mudanças políticas e sociais, incluindo conquistas imperiais, revoluções e a emergência da era industrial moderna.

Neste contexto histórico e social, surgiu a refinada estética decorativa do Rococó, servindo ao gosto da aristocracia, que se dedicava à busca de satisfação e divertimento antes da Revolução Francesa de 1789. O estilo prosseguiu até à chegada do Neoclassicismo, por volta de 1770, que tentava retomar os ideais artísticos da Antiguidade Clássica por meio de sua proposta estética.

O termo “rococó”, que vem das palavras francesas rocaille (pequenas pedras, seixos) e coquille (casca, “concha”, por aproximação de tradução), utilizadas no embelezamento de grutas artificiais e fontes, descreve o movimento artístico que surgiu no final do século XVII, principalmente na França, na Áustria e no sul da Alemanha, privilegiando a leveza, a elegância, a delicadeza e o charme das pomposas artes decorativas, aplicadas tanto à decoração interior quanto aos ornamentos.

O termo também se aplica a outras áreas da manifestação artística, como a escultura, a pintura, os mobiliários e os detalhes arquitetônicos, embora dificilmente a arquitetura possa ser caracterizada como tal. Muitas das suas características influenciaram posteriormente a arte de toda a Europa.

Características da arte rococó

A arte do Rococó é vista tanto como clímax quanto como queda da arte barroca. Diferentemente do Barroco, entretanto, o Rococó não está preocupado com questões religiosas; é uma arte evidentemente aristocrática, voltada para a alta classe, que prezava o estilo suntuoso, como foi o Barroco, porém mais elegante, leve e intimista, com o objetivo de satisfazer uma sociedade nutrida pela liberdade, pelo prazer e pelo bom gosto, exatamente no momento em que novas ideias sobre a existência humana eram produzidas.

O Rococó desponta com o otimismo que algumas pessoas sentiam em resposta a tantas transformações econômico-sociais, manifestando uma nova forma de pensamento, na qual setores da sociedade abandonaram o formalismo de épocas anteriores e começaram a perseguir a diversão e a felicidade pessoal. Apesar de toda a influência estética barroca, a arte produzida pelo Rococó expressa uma força bastante particular, própria de seu estilo, o que lhe conferiu autonomia.

É inevitável que o novo estilo, em muitos aspectos, seja compreendido como continuidade da arte barroca, sobretudo no que se refere ao uso da luz e da sombra e à disposição dinâmica e circular da composição. 

Principais característica:
  • leveza dos traços;
  • linhas curvas e delicadas;
  • suavidade das cores;
  • gosto pelo refinado e exótico;
  • design elegante;
  • paisagens e retratos da natureza pintados nos tetos;
  • proporções mais suaves e menores;
  • uso de elementos semelhantes ao mármore;
  • formatos ovais;
  • paredes e revestimentos claros;
  • caráter intimista;
  • representação de costumes da época.

Principais artistas da arte rococó

1. Jean-Honoré Fragonard (1732-1806) 
Foi um pintor francês cujas obras estão entre as mais emblemáticas da arte rococó, por contar com pinturas que retratavam a exuberância e o hedonismo, características principais do estilo.

“O balanço”. Crédito: Wikipédia

2. Jean-Antoine Watteau (1684-1721)
Este pintor francês foi um dos principais representantes da arte rococó e ficou conhecido por representar a sociedade aristocrática da época.

“La Gamme d’Amour”. Crédito: Wikipédia

3. Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770) 
Este artista fez de Veneza um importante centro para o estilo rococó. Suas obras apresentavam grandiosidade, elegância e leveza.

Teto da entrada do Palácio de Wurzburg

4. François Boucher (1703-1770)
Esse pintor francês ficou conhecido por criar retratos que exploravam ao máximo o espírito rococó.

“Rapariga em Repouso”. Crédito: Wikipédia 

  • Nicolas Pineau (1684-1754): escultor e arquiteto francês
  • Juste Aurèle Meissonnier (1695-1750): escultor, pintor, arquiteto e designer franco-italiano
  • Pierre Lepautre (1659-1744): escultor francês
  • Johann Michael Fischer (1692-1766): arquiteto alemão
  • Johann Michael Feichtmayr (1709-1772): escultor alemão

Pintura rococó

A pintura produzida pela arte rococó retrata cenas da aristocracia, geralmente passadas em jardins, parques ou luxuosos interiores, com preferência para os temas líricos, mitológicos, pastoris.

Quadro de Jean-Antoine Watteau, O jogo do amor (1710-1720)

Esses temas são comuns, delicados e elegantes retratos femininos e também apresentam “pinturas galantes”, caracterizadas por exibir cenas campestres, ambientadas ao ar livre, em jardins, onde jovens aparecem em atitudes sensuais de “galanteio”, proporcionando à composição uma atmosfera alegre, leve e prazerosa, repleta de frescor.
A técnica do pastel é amplamente utilizada e os contrastes violentos de claro-escuro cedem vez à luminosidade das cores suaves, como rosa, azul e verde. Ouro, prata e branco dão o tom às cenas leves e repletas de energia.

Watteau, Boucher e Fragonard são considerados os três grandes nomes da pintura galante. Produziram imagens usando cores suaves, de formas delicadas e elegantes, apresentando uma ludicidade erótica, concebido como acompanhamento primorosamente sincronizado com os interiores a que se destinavam.

Contrapondo-se a isso, Greuze e Chardin realizaram o que ficou conhecido como “pintura burguesa”, que, muito popular em meados do século XVIII, era direcionada para a burguesia intelectual da revolução. Ressaltava a vida simples, a família e os valores morais da classe média. Seus temas favoritos foram os retratos, as paisagens, os bodegones (natureza morta)e as cenas costumbristas de gênero (cenas do dia a dia, costumes).

Fragonard. O balanço (1768)

Além dos franceses, merece destaque o veneziano Gio­vanni Battista Tiepolo, um dos grandes mestres da pintura italiana, embora seja considerado representante da pintura barroca por alguns historiadores e pesquisadores de arte.

Arquitetura rococó

A arquitetura rococó refletia o novo gosto da sociedade, mais elegante, suave e leve em relação ao Barroco. Nesse momento, a tendência da decoração se adequou para os espaços confortáveis, menores e intimistas, como o interior das residências e dos hotéis, que serviam como moradia para a nobreza.

Nas construções, os aposentos têm formas retangulares, com cantos arredondados; as paredes são mais planas e suaves e não contêm mais os altos relevos barrocos. As portas de madeira ganharam pequenos e delicados entalhes, também bastante diferentes daqueles com aparência carregada usados no Barroco. Para a decoração desses interiores, usavam recursos como a douração nas portas, nas paredes e nos objetos.

Exploraram a utilização de imensos painéis decorativos, feitos em tapeçaria, que geralmente se estendiam do teto ao chão, ao lado de janelas esguias e ovaladas, rodeadas por muitos drapejados. Muito comum também era o uso de grandes espelhos, que revestiam o interior dos ambientes.

É preciso lembrar que a tônica desse estilo eram as formas tortuosas e recurvadas, em formato de “S” e “C”, além dos arabescos e floreados parecidos com laços de fitas, sempre muito delicados, vaporosos e graciosos, que obedeciam a uma tendência assimétrica. O estilo rococó também serviu de inspiração para o desenvolvimento de peças de mobiliário, com aplicação de elaborada marchetaria.

Na Alemanha meridional e na Áustria, há modelos expressivos da arquitetura rococó, como o palácio episcopal de Wurzburg, na Baviera, projetado por Balthasar Neu­mann, construído entre 1719 e 1744, que tem, em sua célebre sala imperial (Kaisersaal) pinturas afresco de Tiepolo e pode ser considerado uma personificação arquitetônica do estilo.

Fachada e interior do palácio episcopal de Wurzburg.

Também são construções representativas da arquitetura palaciana rococó os abrigos de caça dos jardins e os pavilhões, que eram áreas destinadas ao lazer dos membros da aristocracia. Um dos mais significativos é o de Amalien­burg, em Nymphenburg, perto de Munique, na Alemanha, concebido pelo arquiteto François Cuvilliés, que foi construído entre 1734 e 1739. Também pode ser mencionado o Hotel de Soubise, em Paris.
Pela sua associação com a aristocracia francesa, a arquitetura rococó era impopular e não durou muito tempo.

Escultura rococó

Uma significativa mudança é percebida a partir do momento em que as imagens se desgarram dos grandes blocos, apresentados pela escultura do período Barroco, passando, no Rococó, a retratar figuras solitárias, com preferência pelos bustos de personalidades importantes da época, como Voltaire, Rousseau e Diderot.

Há uma curiosa mescla de realidade com idealização. Os escultores do Rococó conseguiram retratar a expressão psicológica da natureza humana, sobretudo pelos efeitos de sombra que usaram para reproduzir com extraordinária beleza as pálpebras e os olhos, o que conferiu grande expressão e realismo a cada uma das obras realizadas.

Para a produção de seus trabalhos, os escultores do Rococó preferiam utilizar materiais macios, como o gesso e a argila, diferentemente dos escultores barrocos, que preferiam os grandes blocos de mármore.

Os destaques na escultura do período foram Étienne-Maurice Falconet, Augustin Pajou e os irmãos Coustou (Guillermo e Nicolás).

Falconet, Étienne-Maurice | Winter, 1716-1791.

Étienne-Maurice Falconet | Seated Cupid, 1757.

Conteúdo referente à aula do período: 27/05/2020 a 03/06/2020. Neste intervalo você  deverá fazer o estudo do material.
Questionamentos e/ou comentários poderão ser feito pelo grupo do whatsApp  ou pelo e-mail: santosjotab@gmail.com


AULA DE ARTE - 3° ANO: ARTE INDÍGENA BRASILEIRA

A arte indígena é uma parte valiosa da cultura brasileira e um dos pilares a partir dos quais o nosso imaginário nacional se formou. Considera-se arte indígena aquela que foi produzida pelos povos nativos antes, durante e depois do processo de colonização.

A arte indígena é múltipla e bastante diversificada; ela assume diferentes facetas, formas e atributos, dependendo da localização, do povo e das suas tradições.
Assim, a arte de cada tribo ou etnia indígena apresenta as suas singularidades. Existem, no entanto, traços comuns que são transversais às várias regiões: um exemplo é a pintura corporal.

Um dos traços mais marcantes da arte indígena é a sua dimensão coletiva. Aqui, o fazer artístico não se trata de uma atividade individual: pelo contrário, é partilhado.

A arte indígena está intimamente ligada à vida em comunidade, às necessidades diárias, às celebrações, cerimônias e rituais.

Deste modo, em traços gerais, podemos afirmar que embora as peças tenham preocupações estéticas, existe sempre um grande caráter utilitário, ou seja, tratam-se de objetos que podem ser (e são) usados no cotidiano.

A arte indígena não é uma atividade separada, individualizada. Normalmente, ela se mostra totalmente ligada à vida cotidiana e a elementos rituais, como nas pinturas corporais. Estas fazem com que cada grupo ou tribo indígena se torne diferente de outra. Mesmo assim, muitas tribos, como os karajás, usam a pintura corporal como enfeite.

Uma pintura corporal ou uma dança ritual, por exemplo, bem ou não tão bem executadas cumprem seu papel social. No entanto, a qualidade da pintura e a habilidade do dançarino são avaliadas do ponto de vista artístico. Sem dúvida o pintor ou o dançarino têm suas habilidades reconhecidas pelo grupo e ganham certo prestígio por isso.

A influência da arte indígena se faz sentir hoje onde ainda há ocupação indígena, pois o contato desses grupos com comunidades ribeirinhas, vilas e cidades faz com que estes grupos não índios sejam influenciados pela cultura nativa. Esta situação ocorre com maior frequência nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil.

Conheça, abaixo, os tipos mais comuns de arte indígena, suas características e significados.

Pintura Corporal

Uma característica marcante dos povos indígenas do Brasil é a pintura corporal, que identifica a classificação social de cada indivíduo em sua etnia. É possível verificar que a pintura exige técnica e depende da habilidade de quem a faz. Entre os cadiuéus, por exemplo, a pintura da face é feita a partir de alguns elementos básicos, como espirais, listras, cruzes etc.

O arranjo destes elementos é livre, podendo alcançar uma infinidade de combinações. Pela liberdade que se tem para combinar estes elementos, a pintura da face se torna uma atividade artística, dependendo da noção estética do pintor. Outro exemplo semelhante é o das mulheres carajás, que se pintam com padrões de desenhos inventados por elas mesmas.

Na pintura corporal, o urucum geralmente é utilizado para extrair a cor vermelha. Do jenipapo, obtém-se um tom de azul bem escuro, quase preto. Além disso, há o pó de carvão para a cor preta e calcário para a cor branca. A pintura pode ser feita com as mãos e os dedos ou pode-se utilizar hastes de palha. Em alguns casos, são feitos carimbos esculpidos em madeira ou outro material para se imprimir os padrões no corpo.

Eles pintam o corpo também para defende-lo contra o Sol, os insetos e os espíritos maus. Também para revelar de quem se trata, como está se sentindo e o que pretende.

As cores e os desenhos são uma forma de comunicação. O cuidado na preparação da tinta, a seleção das cores e dos desenhos tem o objetivo de favorecer aqueles que os usam, proteção e sucesso na caça, na guerra, na pesca, na viagem.

Cada tribo e cada família desenvolvem padrões de pintura fiéis ao seu modo de ser. Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostram-se mais requintadas, cobrindo diferentes partes do corpo e se agregando a outros adornos corpóreos, como brincos, colares e pulseiras.

A pintura corporal é geralmente uma função feminina; a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido. Assim como a pintura corporal, a arte plumária serve para se enfeitar, como mantos, máscaras, cocares, e passam aos seus portadores elegância e majestade.


Índias pintadas durante um ritual. (Foto:Wikimedia)

Arte Plumária

Outro importante trabalho indígena é a arte plumária. Nela se constitui trabalhos com plumas e penas de pássaros. Esses podem ser colares, braceletes, brincos, diademas, toucas, caudas e mantas. Ao contrário do que se imagina, os indígenas não utilizam a arte plumária cotidianamente. Os adornos são usados apenas em rituais e depois guardados. Há grande preocupação dos indígenas em conservar tais adornos.

As penas são obtidas na caça a algumas aves, porém, quando desejam obter penas de cor específica, podem tingir penas brancas com um corante ou utilizam uma técnica chamada tapiragem. A tapiragem consiste em depenar a ave viva e esfregar em sua pele substâncias que influenciam a cor da penugem que irá nascer ou, então, muda-se a alimentação da ave para obter o mesmo efeito.


Máscaras

Outro exemplo de arte indígena brasileira são as máscaras produzidas pelos índios. Elas são feitas com cascas de árvore e cabaças de palha de buriti. São usadas em danças cerimoniais, e no momento dos rituais, representam a figura viva do ser sobrenatural. 

Para os índios, esse simbolismo é uma maneira de aproximá-los das forças sobrenaturais, onde eles sentem que essas forças os ajudam a ler os códigos inscritos nos rituais e mitos. 

Além disso, os índios atribuem o uso da máscara à representação de entidades que conflitaram com eles no passado. Sendo assim, durante as cerimônias essas máscaras são usadas para acalmar essas mesmas entidades. 


Cerâmica

A grande maioria de tribos indígenas desenvolvem o trabalho com a cerâmica. São produzidos vasos (às vezes zoomóficos) e panelas através do barro modelado, geralmente as peças são pintadas e feito desenho abstrato.



Cestaria 

A maiorias das cestas indígenas são, em sua grande maioria, produzidos a partir de palhas e folhas de palmeiras. Elas são feitas por mulheres, que utilizam diferente técnicas de traçado para dar um aspecto mais bonito e usados para armazenar alimentos, guardar materiais, coar líquidos, peneirar farinha, entre outros. 



Música

Os índios também valorizam muito a música. Muitos instrumentos musicais foram criados pelos indígenas, como flautas e chocalhos. A música era usada por todas as tribos como passatempo ou em rituais sagrados.

Dança 

Além desses exemplos, a dança é outro tipo de arte indígena brasileira. Isso porque os índios realizam a dança para quase tudo, desde celebração de uma colheita até fazer homenagens para pessoas mortas.

A dança indígena é, portanto, um costume muito característico entre os índios, no qual eles têm a intenção de realizar um ritual. Os motivos são os mais diversos, como: espantar maus espíritos, espantar doenças, pedir ou agradecer tempos de colheita, ascensões dentro das tribos, mudança entre fase jovem e adulta, dentre outros.

Ela é realizada tanto por homens quanto por mulheres. Nas danças é muito comum o uso de outros tipos de arte indígena brasileira, como o uso de plumagens, acessórios e pinturas corporais, que podem variar de acordo com o motivo do ritual.

As danças indígenas mais conhecidas são: o toré, que está relacionada a união entre os índios da região Nordeste do país mais a cultura de outros povos indígenas, e o karub, que tem a finalidade de homenagear pessoas mortas.


Conteúdo referente à aula do período: 27/05 a 03/06/2020. Neste intervalo você deverá fazer o estudo do material.

Questionamentos poderão ser feito pelo grupo do whatsApp ou pelo e-mail: santosjotab@gmail.com

AULA E ATIVIDADE PROJETO DE VIDA 1º ANO

SEGUE O LINK DA AULA E ATIVIDADE PROJETO DE VIDA 1º ANO: https://drive.google.com/file/d/1treRRXIHZKZzU8cridNdyckqB55Nq-jm/view?usp=sharing ...