Mostrando postagens com marcador 3º ano - Artes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 3º ano - Artes. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de junho de 2020

AULA DE ARTES 3° ANO - HISTÓRIA DA ARTE AFRO-BRASILEIRA

A cultura afro-brasileira nasceu profundamente baseada nas raízes das culturas africanas e percorreu um longo caminho de séculos para que essa cultura fosse realmente conquistando autonomia e singularidade própria em seus costumes.

Iniciando a cultura afro-brasileira com a chegada dos escravos ao país, primeiramente as artes produzidas localmente eram na verdade releituras e recriações das obras vinda da cultura africana, porém ao passar do tempo, ficou cada vez mais eminente que a principal herança deixada pela cultura africana foi os sentimentos e os valores emocionais deixados para as comunidades descendentes que já possuíam um caráter cultural já constituído.

Muito das artes e os elementos artísticos produzidos esculturalmente e artesanalmente pelos afrodescendentes no período colonial e imperial, foi uma união com as culturas portuguesas e indígenas presentes no convívio dos escravos.

Além do destaque artístico afro-brasileiro nas esculturas e pinturas durante o período barroco, a arte musical foi notoriamente a mais difundida e até hoje repassada e ensinada para as novas gerações. Através dos atabaques, agogôs, tambores e berimbaus, a música afro-brasileira é ainda disseminada através das religiões, dos ensinos culturais e também pela capoeira.

Características da Cultura Afro-Brasileira

Uma das principais características da cultura afro-brasileira é que não há homogeneidade cultural em todo território nacional.

A origem distinta dos africanos trazidos ao Brasil forçou-os a apropriações e adaptações para que suas práticas e representações culturais sobrevivessem.

Assim, é comum encontrarmos a herança cultural africana representada em novas práticas culturais.

As manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos. Só deixaram de ser perseguidos pela lei na década de 1930, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas.

Assim, elas passaram a ser celebradas e valorizadas, até que, em 2003, é promulgada a lei nº 10.639 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

Essa lei exigiu que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio tenham em seus currículos o ensino da história e cultura afro-brasileira.

Os dois grupos de maior destaque e influência no Brasil são:
  • os Bantos, trazidos de Angola, Congo e Moçambique;
  • os Sudaneses, oriundos da África ocidental, Sudão e da Costa da Guiné.
Devemos ressaltar que as regiões mais povoadas com a mão de obra africana foram: Bahia, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Isso devido à grande quantidade de escravos recebidos (região Nordeste) ou pela migração dos escravos após o término do ciclo da cana-de-açúcar (região Sudeste).

Aspectos da Cultura Afro-Brasileira

De partida, temos de frisar que a cultura afro-brasileira é parte constituinte da memória e da história brasileira e que seus aspectos transbordam as margens desse texto.

Ela compõe os costumes e as tradições: a mitologia, o folclore, a língua (falada e escrita), a culinária, a música, a dança, a religião, enfim, o imaginário cultural brasileiro.

As Festividades Populares

Festa de Yemanjá

O Carnaval, a maior festa popular brasileira, celebrada no início do ano e mobilizando a nação.

A Festa de São Benedito, principal festa do Congado (expressão da cultura afro-brasileira), comemorada no final de semana após a Páscoa.

E, por fim, a Festa de Yemanjá, realizada no dia 2 de fevereiro.

A Música e a Dança

Djembê, Tambor Africano

A influência afro-brasileira está patente em expressões como Samba, Jongo, Carimbó, Maxixe, Maculelê, Maracatu. Eles utilizam instrumentos variados, com destaque para Afoxé, Atabaque, Berimbau e Tambor.

Não podemos perder de vista que estas expressões musicais são também corporais. Elas refletem nas formas de dançar, como no caso do Maculelê, uma dança folclórica brasileira, e do samba de roda, uma variação musical do samba.

Temos outras expressões de música e dança como as danças rituais, o tambor de crioula, e os estilos mais contemporâneos, como o samba-reggae e o axé baiano.

Finalmente, merece destaque especial a Capoeira. Ela é uma mistura de dança, música e artes marciais proibida no Brasil durante muitos anos e declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2014.

A Culinária

Acarajé

A culinária é outro elemento típico da cultura afro-brasileira. Ela introduziu as panelas de barro, o leite de coco, o feijão preto, o quiabo, dentre muitos outros.

Entretanto, os alimentos mais conhecidos são aqueles da culinária baiana, preparados com azeite dendê e pimentas.

Destacam-se Abará, Vatapá e o Acarajé, bem como o Quibebe nordestino, preparado com carne-de-sol ou charque; além dos doces de pamonha e cocada

E, por fim, o prato brasileiro mais conhecido de todos: a feijoada. Ela foi criada pelos escravos como uma apropriação da feijoada portuguesa e produzida a partir dos restos de carne que os senhores de engenho não consumiam.

Culto de Candomblé

A religião afro-brasileira se caracterizou pelo sincretismo com o catolicismo, donde unia aspectos do cristianismo às suas tradições religiosas.

Isso ocorreu para que eles pudessem realizar as práticas religiosas africanas secretamente (associação de santos com orixás), uma vez que a conversão era apenas aparente.

Assim, nasceram do sincretismo Batuque, Xambá, Macumba e Umbanda, enquanto se preservaram algumas variações africanas da Quimbanda, Cabula e o Candomblé.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

AULA DE ARTE - 3° ANO: ARTE INDÍGENA MARANHENSE

A presença de povos indígenas do Maranhão data do período pré-Cabralino e, de acordo com o Censo 2010, do IBGE, o Maranhão tinha 38.831 índios de diversas etnias, sendo que 76,3% estavam em terras indígenas.

Estudos genéticos revelaram que os maranhenses, de forma geral, são resultado de uma mistura 42% europeia, 39% indígena e 19% africana.

O Maranhão tem uma das populações mais miscigenadas do país, tendo os índios influenciado nos traços físicos, hábitos na alimentação, modo de viver, expressões e palavras usadas no dia a dia (ex. “Hen-hem”, do tupi “sim”), instrumentos musicais, danças e ritmos, lendas, mitos e alguns elementos presentes na religiosidade popular.

O trançado da fibra do buriti é uma herança indígena que se tornou uma prática transmitida entre gerações pelas comunidades locais.

O Artesanato representa ainda, apesar de tudo, uma fonte econômica. Bastante desenvolvida é a tecelagem em que utilizam linha de algodão natural e colorida, para tecerem as faixas usadas nos dias de festas.

Utilizam ainda o jenipapo e urucu na pintura corporal e a através de motivos geométricos, expressam a arte de sua cultura.

Os Pukobyê são agricultores, praticando também caça, pesca e fabricação de artesanatos como meios de subsistência.

Os Grupos Indígenas do Maranhão


Os povos indígenas maranhenses pertencentes ao tronco linguístico Jê, estão classificados na grande família linguística Timbira. Dos povos falantes de língua Tupi, apenas dois possuem línguas classificadas numa mesma família linguística.

Os Tenetehara – Guajajara estão distribuídos em 10 terras indígenas, localizadas em vários municípios do Maranhão, principalmente às margens dos rios Corda, Mearim e Pindaré.

Os índios do Maranhão são conhecidos regionalmente como Guajajara. As aldeias Tenetehara variam em tamanho, dependendo da quantidade de famílias extensas que nelas habitam.

As casas são distribuídas em ruas de traçados desiguais, assemelhando-se aos povoados do interior maranhense.

Os Apaniekrá – Canela



Os índios Apaniekrá, cujo nome significa “filho da piranha”, habitam uma única aldeia na terra indígena Porquinhos. O outro grupo é denominado de Canela Kamkokamekrá, localizado na área Indígena Canela, cujo entendimento regional é que são um povo só.

Os demais povos falantes de língua do tronco Macro-Jê, esse grupo também distribui suas casas na aldeia fazendo um formato circular.

Vivem, fundamentalmente, da agricultura, da caça, já mais escassa, e da pesca, como também da fabricação de artesanatos.

Os Urubu-Kaapór


Os índios Urubu-kaapór autodenominam-se kaaporté, que significa “habitante da mata”.

Esse povo habita a terra indígena Alto Turiaçu, a qual existem várias aldeias. São regionalmente conhecidos como Urubu. Quanto a cultura, eles expressam uma grande habilidade na arte plumária, na fabricação de belíssimos arcos e na construção de suas casa, amplas, sem paredes e características pelo telhado de palha e ubim.

Os Guajajara são um dos povos indígenas mais numerosos do Brasil. Habitam mais de 10 Terras Indígenas na margem oriental da Amazônia, todas situadas no Maranhão. Sua história de mais de 380 anos de contato foi marcada tanto por aproximações com os brancos como por recusas totais, submissões, revoltas e grandes tragédias. A revolta de 1901 contra os missionários capuchinhos teve como resposta a última "guerra contra os índios" na história do Brasil.

Além de guajajara, este grupo tem uma outra autodenominação mais abrangente, Tenetehára, que inclui também os Tembé. guajajara significa "donos do cocar" e Tenetehára, "somos os seres humanos verdadeiros". Às vezes, os guajajara traduzemTenetehára por "índio", excluindo desta categoria os grupos Jê, como os Canela, que são chamados àwà ("selvagens, bravos"). Não se conhece com certeza a origem do nome guajajara, mas provavelmente foi dado aos Tenetehára pelos Tupinambá. Tanto entre os próprios índios quanto na literatura científica, atualmente a denominação guajajara é mais usada do que Tenetehára.

Os guajajara abandonaram grande parte de sua cultura material tradicional, ainda produzindo um pouco da cestaria e redes de dormir para uso doméstico e comercialização. Com os incentivos da Funai a partir dos anos 1970, os guajajara voltaram a produzir arte plumária, adornos, armas e cestaria, lembrando-se de padrões antigos e imitando modelos de outros povos indígenas, finalmente criando um novo estilo próprio que hoje em dia pode ser identificado com facilidade. Desse modo, os guajajara também voltaram a usar pintura corporal, por ocasião tanto de festas e rituais como de manifestações políticas.

Adornos e pinturas são elementos privilegiados para expor a estética de um povo. Para a maioria dos povos indígenas, o corpo não é o único suporte da arte gráfica. Os mesmos desenhos aplicados sobre a pele estão presentes também em objetos – cuias, cerâmicas, cestos, nos tecidos e, hoje em dia, no papel.

Muitos povos indígenas valorizam os objetos adornados, cujas técnicas de confecção e estilos se diferenciam entre si. Alguns são exímios ceramistas, outros se destacam na arte de esculpir em madeira e há, ainda, os que possuem um sistema de embelezamento e de se relacionar por meio do corpo com pinturas sofisticadas.

Conteúdo referente à aula do período: 10/06 a 16/06/2020. Neste intervalo você deverá fazer o estudo do material.

Questionamentos poderão ser feito pelo grupo do whatsApp ou pelo e-mail: santosjotab@gmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2020

AULA DE ARTE - 3° ANO: ARTE INDÍGENA BRASILEIRA

A arte indígena é uma parte valiosa da cultura brasileira e um dos pilares a partir dos quais o nosso imaginário nacional se formou. Considera-se arte indígena aquela que foi produzida pelos povos nativos antes, durante e depois do processo de colonização.

A arte indígena é múltipla e bastante diversificada; ela assume diferentes facetas, formas e atributos, dependendo da localização, do povo e das suas tradições.
Assim, a arte de cada tribo ou etnia indígena apresenta as suas singularidades. Existem, no entanto, traços comuns que são transversais às várias regiões: um exemplo é a pintura corporal.

Um dos traços mais marcantes da arte indígena é a sua dimensão coletiva. Aqui, o fazer artístico não se trata de uma atividade individual: pelo contrário, é partilhado.

A arte indígena está intimamente ligada à vida em comunidade, às necessidades diárias, às celebrações, cerimônias e rituais.

Deste modo, em traços gerais, podemos afirmar que embora as peças tenham preocupações estéticas, existe sempre um grande caráter utilitário, ou seja, tratam-se de objetos que podem ser (e são) usados no cotidiano.

A arte indígena não é uma atividade separada, individualizada. Normalmente, ela se mostra totalmente ligada à vida cotidiana e a elementos rituais, como nas pinturas corporais. Estas fazem com que cada grupo ou tribo indígena se torne diferente de outra. Mesmo assim, muitas tribos, como os karajás, usam a pintura corporal como enfeite.

Uma pintura corporal ou uma dança ritual, por exemplo, bem ou não tão bem executadas cumprem seu papel social. No entanto, a qualidade da pintura e a habilidade do dançarino são avaliadas do ponto de vista artístico. Sem dúvida o pintor ou o dançarino têm suas habilidades reconhecidas pelo grupo e ganham certo prestígio por isso.

A influência da arte indígena se faz sentir hoje onde ainda há ocupação indígena, pois o contato desses grupos com comunidades ribeirinhas, vilas e cidades faz com que estes grupos não índios sejam influenciados pela cultura nativa. Esta situação ocorre com maior frequência nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil.

Conheça, abaixo, os tipos mais comuns de arte indígena, suas características e significados.

Pintura Corporal

Uma característica marcante dos povos indígenas do Brasil é a pintura corporal, que identifica a classificação social de cada indivíduo em sua etnia. É possível verificar que a pintura exige técnica e depende da habilidade de quem a faz. Entre os cadiuéus, por exemplo, a pintura da face é feita a partir de alguns elementos básicos, como espirais, listras, cruzes etc.

O arranjo destes elementos é livre, podendo alcançar uma infinidade de combinações. Pela liberdade que se tem para combinar estes elementos, a pintura da face se torna uma atividade artística, dependendo da noção estética do pintor. Outro exemplo semelhante é o das mulheres carajás, que se pintam com padrões de desenhos inventados por elas mesmas.

Na pintura corporal, o urucum geralmente é utilizado para extrair a cor vermelha. Do jenipapo, obtém-se um tom de azul bem escuro, quase preto. Além disso, há o pó de carvão para a cor preta e calcário para a cor branca. A pintura pode ser feita com as mãos e os dedos ou pode-se utilizar hastes de palha. Em alguns casos, são feitos carimbos esculpidos em madeira ou outro material para se imprimir os padrões no corpo.

Eles pintam o corpo também para defende-lo contra o Sol, os insetos e os espíritos maus. Também para revelar de quem se trata, como está se sentindo e o que pretende.

As cores e os desenhos são uma forma de comunicação. O cuidado na preparação da tinta, a seleção das cores e dos desenhos tem o objetivo de favorecer aqueles que os usam, proteção e sucesso na caça, na guerra, na pesca, na viagem.

Cada tribo e cada família desenvolvem padrões de pintura fiéis ao seu modo de ser. Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostram-se mais requintadas, cobrindo diferentes partes do corpo e se agregando a outros adornos corpóreos, como brincos, colares e pulseiras.

A pintura corporal é geralmente uma função feminina; a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido. Assim como a pintura corporal, a arte plumária serve para se enfeitar, como mantos, máscaras, cocares, e passam aos seus portadores elegância e majestade.


Índias pintadas durante um ritual. (Foto:Wikimedia)

Arte Plumária

Outro importante trabalho indígena é a arte plumária. Nela se constitui trabalhos com plumas e penas de pássaros. Esses podem ser colares, braceletes, brincos, diademas, toucas, caudas e mantas. Ao contrário do que se imagina, os indígenas não utilizam a arte plumária cotidianamente. Os adornos são usados apenas em rituais e depois guardados. Há grande preocupação dos indígenas em conservar tais adornos.

As penas são obtidas na caça a algumas aves, porém, quando desejam obter penas de cor específica, podem tingir penas brancas com um corante ou utilizam uma técnica chamada tapiragem. A tapiragem consiste em depenar a ave viva e esfregar em sua pele substâncias que influenciam a cor da penugem que irá nascer ou, então, muda-se a alimentação da ave para obter o mesmo efeito.


Máscaras

Outro exemplo de arte indígena brasileira são as máscaras produzidas pelos índios. Elas são feitas com cascas de árvore e cabaças de palha de buriti. São usadas em danças cerimoniais, e no momento dos rituais, representam a figura viva do ser sobrenatural. 

Para os índios, esse simbolismo é uma maneira de aproximá-los das forças sobrenaturais, onde eles sentem que essas forças os ajudam a ler os códigos inscritos nos rituais e mitos. 

Além disso, os índios atribuem o uso da máscara à representação de entidades que conflitaram com eles no passado. Sendo assim, durante as cerimônias essas máscaras são usadas para acalmar essas mesmas entidades. 


Cerâmica

A grande maioria de tribos indígenas desenvolvem o trabalho com a cerâmica. São produzidos vasos (às vezes zoomóficos) e panelas através do barro modelado, geralmente as peças são pintadas e feito desenho abstrato.



Cestaria 

A maiorias das cestas indígenas são, em sua grande maioria, produzidos a partir de palhas e folhas de palmeiras. Elas são feitas por mulheres, que utilizam diferente técnicas de traçado para dar um aspecto mais bonito e usados para armazenar alimentos, guardar materiais, coar líquidos, peneirar farinha, entre outros. 



Música

Os índios também valorizam muito a música. Muitos instrumentos musicais foram criados pelos indígenas, como flautas e chocalhos. A música era usada por todas as tribos como passatempo ou em rituais sagrados.

Dança 

Além desses exemplos, a dança é outro tipo de arte indígena brasileira. Isso porque os índios realizam a dança para quase tudo, desde celebração de uma colheita até fazer homenagens para pessoas mortas.

A dança indígena é, portanto, um costume muito característico entre os índios, no qual eles têm a intenção de realizar um ritual. Os motivos são os mais diversos, como: espantar maus espíritos, espantar doenças, pedir ou agradecer tempos de colheita, ascensões dentro das tribos, mudança entre fase jovem e adulta, dentre outros.

Ela é realizada tanto por homens quanto por mulheres. Nas danças é muito comum o uso de outros tipos de arte indígena brasileira, como o uso de plumagens, acessórios e pinturas corporais, que podem variar de acordo com o motivo do ritual.

As danças indígenas mais conhecidas são: o toré, que está relacionada a união entre os índios da região Nordeste do país mais a cultura de outros povos indígenas, e o karub, que tem a finalidade de homenagear pessoas mortas.


Conteúdo referente à aula do período: 27/05 a 03/06/2020. Neste intervalo você deverá fazer o estudo do material.

Questionamentos poderão ser feito pelo grupo do whatsApp ou pelo e-mail: santosjotab@gmail.com

quinta-feira, 14 de maio de 2020

AULA DE ARTE - 3° ANO: ATIVIDADE

1. O que define a Arte colonial brasileira? 

2. O que contribui para o surgimento da expressão artística brasileira no período colonial brasileiro? 

3. Qual o modelo de arte vigente na Europa serviu de modelo para as primeiras criações artísticas no Brasil durante o período colonial? 

4. Qual o artista brasileiro que teve destaque na arte do período colonial, e posteriormente tornou-se um referencia do estilo barroco brasileiro? 

5. No inicio do período colonial brasileiro, quais eram as principais edificações trabalhadas pela arquitetura? 

6. O projeto arquitetônico de São Luís foi criado pelo engenheiro-mor Frias de Mesquita; nesse projeto é caracterizada  por uma planta ortogonal. O que isso representa para seu conjunto arquitetônico? 

7. A presença portuguesa ficou marcada nas edificações e no projeto urbanístico da cidade. No Centro Histórico há inúmeras edificações do projeto original dos colonizadores lusitanos. Cite alguns destaques arquitetônicos do Centro Histórico de São Luis. 

8. No início do século XIX, São Luis era uma das três cidades mais importantes do país, alcançou grande desenvolvimento econômico e cultural. A arte toma impulso, era constante a presença de companhias líricas e artistas para se apresentarem no Teatro.
O que contribuía para que houvesse esse desenvolvimento e o fluxo constante de pessoas na cidade? 

9. Os azulejos portugueses que compõem um dos patrimônios culturais mais belos da cidade chegaram à capital maranhense, para enriquecer a estética das casas da burguesia e os prédios comerciais. São encontrados nas fachadas das casas antigas, localizadas no centro da cidade, e ainda são utilizados em igrejas e na decoração interna dos casarões. Segundo o que estudamos qual seria outra motivação para o uso dos azulejos nas residências? 

10. A cidade de São Luís foi fundada por franceses, esteve sob domínio holandês e finalmente fica definitivamente sob domínio português. Após a colonização as antigas moradias foram substituídas, dando lugar aos casarões com fachadas ornamentadas em azulejos, que são marca registrada da capital, dando a cidade o titulo de maior conjunto arquitetônico de azulejos portugueses na América Latina. No ano de 1997, é concedido a São Luís pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) um titulo que está diretamente ligado a contribuição arquitetônica portuguesa. Qual foi o titulo recebido pela cidade? 


A atividade deverá ser devolvida até o dia 26/05/2020.

A devolução deverá ser feita através do e-mail: santosjotab@gmail.com
Questionamentos poderão ser feito pelo grupo do whatsApp. 

quinta-feira, 7 de maio de 2020

AULA DE ARTE - 3° ANO: ARTE COLONIAL NO MARANHÃO

Conforme já estudado na aula anterior, a Arte colonial brasileira se refere a todas as manifestações artísticas e artes criadas no período em que o Brasil se manteve como colônia de Portugal, de 1500 a 1822 quando foi proclamada a independência. Época de forte influência européia, eliminação da cultura indígena local e início da identificação da cultura brasileira como cultura própria, embasada quase totalmente na cultura imigrante. 

No Maranhão há uma forte influencia do colonizador europeu para o desenvolvimento de algumas cidades. Embora oficialmente reconhecida como a única cidade brasileira colonizada por franceses, São Luís sofreu também influência holandesa e portuguesa, nações que disputaram seu domínio até meados do século XVII. 

A região da atual cidade de São Luís era ocupada pelos tupinambás. Devido à resistência dos índios e às dificuldades de acesso, os portugueses inicialmente não tiveram grande interesse pela área. A fundação oficial foi em 1612 por Daniel de La Touche, iniciada com a construção do Forte Saint-Louis (São Luís), erguido em em homenagem ao rei francês Luís XIII. Os franceses chegaram à região, com o objetivo de fundar sua primeira colônia nos trópicos; porém, três anos depois foram expulsos pelos portugueses. 

Ainda no século XVII, a cidade ficou sob domínio holandês. Os portugueses retomariam a região apenas em 1643. Só então a colonização portuguesa se iniciou de fato na ilha Upaon-Açu (que significa “ilha grande”). As antigas moradias foram substituídas, dando lugar aos casarões com fachadas ornamentadas em azulejos portugueses, que são marca registrada da capital. São Luís tem o maior conjunto arquitetônico de azulejos portugueses da América Latina, que é visível em várias fachadas dos casarões do Centro histórico.

Seu projeto foi criado pelo engenheiro-mor Frias de Mesquita. A cidade se caracteriza por ter uma planta ortogonal. Isso significa que suas ruas são dispostas em forma de grade, formando um padrão geométrico que lembra um tabuleiro de xadrez. Essa estrutura facilitou a expansão do núcleo central da cidade. 

Outros destaques arquitetônicos são o Teatro Artur Azevedo, que data de 1817, sendo o segundo mais antigo do Brasil; o Palácio dos Leões, atual sede do governo estadual, que data de 1612; a Catedral neoclássica (igreja da Sé), construída em 1629; o Palácio de La Ravardière, de 1689, onde fica a prefeitura; o Convento das Mercês, de 1654; e a Fonte das Pedras, de 1615. 

A partir do início do século XIX, a cidade alcançou grande desenvolvimento econômico e cultural, a arte toma impulso, época com grande fluxo de viagens entre São Luís e a Europa, de onde vinham companhias líricas para se apresentarem no Teatro, e também artistas, a maioria deles apenas com passagens rápidas. A exportação de algodão para a Inglaterra provocou a expansão dos negócios, a população cresceu de 10 mil habitantes, no final do século XVIII, para 32 mil no final do século XIX. 

Os artistas buscam novos mercados, visto que a maioria enfrentava um mercado saturado, e não conseguia se estabelecer em seus países pela qualidade razoável de seus trabalhos, ou também por, normalmente, não estarem adaptados aos novos estilos e padrões da arte oitocentista europeia. Também contribuía para a vinda deles, o fato de São Luís e outras cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Recife e Salvador possuírem um crescente mercado consumidor ansioso por copiar hábitos e costumes europeus, principalmente a partir da chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. 

Nessa época, São Luís só perdia em população para o Rio de Janeiro e para Salvador. 

Por São Luís também passaram as chamadas expedições científicas e missões artísticas, das quais normalmente faziam parte, artistas com finalidade de fazerem os registros visuais das pesquisas. 

A presença portuguesa ficou marcada nas edificações e no projeto urbanístico da cidade. Somente no Centro Histórico são cerca de quatro mil edificações do projeto original dos colonizadores lusitanos, como igrejas, casarões e palácios. Os estilos literários portugueses, romântico e naturalista, também deixaram seu legado na produção cultural da capital maranhense. 

Foi no século XVIII, que os azulejos lusitanos que compõem um dos patrimônios culturais mais belos da cidade começaram a chegar à capital maranhense, para enriquecer a estética das casas da burguesia e os prédios comerciais. 

Eles são encontrados nas fachadas das casas antigas, localizadas no centro da cidade, bem como foram e ainda são utilizados em igrejas e na decoração interna dos casarões, como tapetes, painéis, dentre outras formas. 

Os portugueses se dedicaram à produção de azulejos, utilizando técnicas diferenciadas e trabalho manual. Eles também trabalharam em prol de uma construção visual, de forma que um painel com o mesmo azulejo colocado em determinadas posições possa ser visto de várias formas. 

Conta a história que, durante a construção de São Luís, os portugueses resolveram revestir as fachadas com azulejos pois era o material que mais atenderia as condições climáticas da região. Ou seja, resistente ao verão muito forte e a muita chuva, funcionando como um isolante térmico. Dessa forma, os ambientes internos ficavam mais frescos e mais agradáveis.





Mas o legado português ficou também na produção literária e cultural da cidade, nos sobrados, eiras, beiras, telhados, portas e janelões que se abrem para uma viagem sempre emocionante a um passado colonial que deu importantes títulos à cidade. 

Portas e janelas no padrão português


Telhados com eiras e beiras


Construções coloniais

Mas sem duvida alguma a arquitetura deixou um dos grandes legados a cidade de São Luís; somente no Centro Histórico são cerca de quatro mil edificações do projeto original dos colonizadores portugueses. 

Gravura de 1860 - Igreja Sé

Igreja da Sé

Casarões da Rua Portugal - Centro histórico

Rua do Giz

Casa do Maranhão

Vale destacar que a arte do período colonial no Maranhão está presentes também em outros cantos do Estado, a exemplo a cidade de Alcântara. Fundada em 1648, teve seu apogeu econômico no período colonial, com a produção açucareira, a extração de sal que contou com o trabalho árduo de escravos negros e índios. Com a abolição da escravatura no final do século 19, o então modelo econômico entrou em decadência e a cidade perdeu relevância. A cidade por sua importância recebeu o título de capital da aristocracia rural do Maranhão, além de suntuosos prédios públicos e religiosos que impressionam pela dimensão e qualidade artística. 

O conjunto mais importante está no Largo do Pelourinho, onde é possível encontrar as ruínas de uma grande igreja e os principais prédios públicos da Alcântara dos barões de açúcar. 

Cidade de Alcântara - Maranhão

Conteúdo referente à aula do período: 06/05 a 12//05/2020. Neste intervalo você deverá fazer o estudo do material.

Questionamentos poderão ser feito pelo grupo do whatsApp ou pelo e-mail: santosjotab@gmail.com

sábado, 2 de maio de 2020

AULA DE ARTE - 3° ANO: ARTE COLONIAL BRASILEIRA

Conteúdo referente à aula do período: 09/04 a 16/04/2020. Deverá ser feito a leitura do material.
Questionamentos e/ou comentários poderão ser feito pelo grupo do whatsApp  ou pelo e-mail: santosjotab@gmail.com
Arte colonial brasileira se refere a todas as manifestações artísticas e artes criadas no período em que o Brasil se manteve como colônia de Portugal, de 1500 a 1822 quando foi proclamada a independência. Época de forte influência européia, eliminação da cultura indígena local e início da identificação da cultura brasileira como cultura própria, embasada quase totalmente na cultura imigrante.

A expressão artística desse período se iniciou na arquitetura a partir de 1530, quando foram criadas as capitanias hereditárias, e se desenvolveu em vínculo com a igreja católica. Esse espaço da arquitetura se deu pela necessidade de construir cidades para os imigrantes que aqui chegavam povoando o país, de forma que as casas fossem seguras, adaptadas ao clima tropical e bem decoradas, tudo de acordo com os materiais disponíveis no Brasil e sem deixar de seguir o estilo Barroco, o qual estava vigente na Europa. 

A igreja católica como grande financiadora de artistas na Europa não fez diferente no Brasil, chegou através dos Jesuítas para catequizar os índios, trazendo construções de igrejas esplendorosas, cheias de ouro e de preferência em regiões altas da cidade, com bastante exibição de obras artísticas que representavam os santos ou simbolismos católicos. As igrejas construídas nessa época seguiam também o estilo barroco, o qual se caracteriza pelas curvas e sensação de movimento das esculturas e pinturas. 

Alguns dizem que as construções dessa época são do estilo maneirismo, essa confusão ocorre devido ao período de transição do renascimento para o barroco, período cujo os indícios do barroco, chamado de maneirismo, aparecia nas obras, assim é possível encontrar ambas denominações para essa chegada da arte europeia no Brasil. 

Houveram muitos artistas europeus que trabalharam nas obras brasileiras, porém, alguns artistas brasileiros se destacaram, sendo um desses o Aleijadinho, escultor dos 12 profetas em pedra sabão do Santuário do Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas do Campo, Minas Gerais. 

ARQUITETURA 

A arquitetura era bastante simples, sempre com estruturas retangulares e cobertura de palha sustentada por estruturas de madeira roliça inclinada. Essas construções eram conhecidas por tejupares, palavra que vem do tupi-guarani (tejy=gente e upad=lugar). Com o tempo os tejupares melhoram e passam os colonizadores a construir casas de taipa. 

Com essa evolução começam a aparecer as capelas, os centros das vilas, dirigidas por missionários jesuítas. Nas capelas há crucifixo, a imagem de Nossa Senhora e a de algum santo, trazidos de Portugal. 

A arquitetura religiosa foi introduzida no Brasil pelo irmão jesuíta Francisco Dias, que trabalhou em Portugal com o arquiteto italiano Filipe Terzi, projetista da igreja de São Roque de Lisboa. 

Dois eram os modelos de arquitetura primitiva. A igreja de Jesus de Roma (autor: Vignola) e a igreja de São Roque de Lisboa, ambas de padres jesuítas. 

Floresciam as igrejas em todos os lugares onde chegavam os colonizadores, especialmente no litoral. 

Os principais arquitetos do período colonial foram: Francisco Dias, Francisco Frias de Mesquita, Gregório de Magalhães e Fernandes Pinto Alpoim. 

A liberdade de estilo dada ao arquiteto modifica o esquema simples, mas talvez pela falta de tempo ou por deficiência técnica não se deu um acabamento mais aprimorado. 

Algumas das principais construções de taipas: 

  • Muralha ao redor de Salvador, construída por Tomé de Sousa; 
  • Igreja Matriz de Cananéia; 
  • Vila inteira de São Vicente, destruída por um maremoto e reconstruída entre 1542 e 1545;
  • Engenhos de cana-de-açúcar; 
  • Casa da Companhia de Jesus, que deu origem à cidade de São Paulo. 

ESCULTURA 

Quando os portugueses chegaram nesta terra, "Brasil", tinham duas intenções: tomar posse do lugar e se defender dos habitantes que aqui estavam ou outros exploradores europeus. 

Contavam com os jesuítas para a missão de “converter” os índios, impondo novo vocabulário, hábitos e valores. 

Traziam na bagagem o que os europeus tinham como modelo, o pleno esplendor da Arte Barroca, principalmente nas igrejas. 

Para as esculturas litúrgicas, os jesuítas tinham as ideias, mas contavam com uma mão de obra com ideias e com o uso peculiares de materiais. 

A habilidade em trabalhar com barro, madeira, pedra já era de uso dos Índios, porém foram impostos modelos muito distantes da Arte Indígena, que trazia a genuína expressão desse povo. 

Da mesma forma, a expressão artística vindo com os negros trazia uma simbologia, crenças e cores diferentes tanto da Arte Indígena como da Arte Litúrgica imposta pelos jesuítas. 

Mas, nessa junção de aprendizado e diferenciação foi formada a base para os primeiros passos da arte Barroca no Brasil. 

Para ampliar seu conhecimento assista o vídeo: Arte Colonial Brasileira
Aula em power point: Arte Colonial Brasileira

Estudem este conteúdo, o mesmo deve ser trabalhado até o dia 06/05/2020

PINTURAS EM AQUARELAS - BRASIL COLÔNIA - PAISAGENS - PESSOAS ...

Frans Post, Casa de Fazenda - 1651


Frans Post, Igreja de São Cosme e São Damião em Igaraçu

meados do século 17


HPIP
Igreja de Santo Antônio e Convento dos Franciscanos - Igarassu, Pernambuco

quarta-feira, 22 de abril de 2020

AULA DE ARTES - 3° ANO: LEITURA DE IMAGENS

O mundo é repleto de imagens. Nos deparamos diariamente com ícones, gráficos, diagramas, desenhos, pinturas e fotografias. Nesse cenário, é preciso que saibamos interpretar o significado dessas imagens para que haja a compreensão da mensagem transmitida.

Os jornais e revistas utilizam as imagens para complementar as informações das notícias. Diante disso, vemos que as imagens não servem meramente para ilustrar, mas também para informar.

Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado.

As leituras de imagens fazem parte de nossas vidas. Quando olhamos um quadro tentamos imaginar o que o pintor retratou ali, nos reportamos à época do mesmo, avaliamos suas características gerais e individuais, sejam elas de objetos, paisagens, pessoas, animais, alimentos, etc. Dessa forma, identificamos os elementos ali presentes, se estão vivos ou mortos, se estão estáticos ou se movem e conseguimos até mesmo imaginar o que as pessoas conversavam.

A leitura das imagens também é importante em provas de vestibular, concursos e também no ambiente escolar e acadêmico. A leitura de imagens faz parte da rotina diária da sociedade, por isso é importante que as pessoas desenvolvam a capacidade de interpretar aquilo que vê.

Na arte, a leitura das imagens é fundamental para que possamos captar a essência da obra e o que o artista queria expressar. A interpretação das imagens nos dá a dimensão daquilo que o pintor retratou.

Paul Rand, professor, escritor, diretor de arte, designer e consultor de design de empresas como IBM, ABC e UPS disse que a arte deveria estar no quarto, na cozinha, não apenas nos museus. A arte deveria estar acessível a todos, estar na nossa experiência cotidiana e a gente deveria saber aproveitar dela. Não ter acesso a arte faz com que nós não tenhamos a total noção dela, além de criar uma segregação entre as pessoas que “entendem” e as que “não entendem” de arte, como se a arte fosse apenas para algumas pessoas. Restringir o público que terá acesso a arte cria uma nação que não valoriza nem a si próprio e nem a própria cultura – e isso é muito grave.

A relação distante que temos com a arte desde o ensino básico, atrapalha a criar senso crítico, limita a criatividade, nos impede de termos uma interpretação mais profunda das coisas ao nosso redor, faz as pessoas acreditarem que não são criativas, adormece a curiosidade, enfim. Se não temos o costume de perceber, ler, ouvir, ter acesso a arte no geral, perdemos a oportunidade de potencializar muito mais a construção crítica e compreensiva da população.

Muitas vezes a arte está tão longe da nossa vida que quando a estudamos, ao invés de irmos até onde ela está (já que geralmente ela está isolada no museu), vemos fotografias de quadros, esculturas, afrescos… E essas fotografias não são fieis a realidade, assim no mínimo perdemos as cores e as texturas que teríamos como apreciar se estivéssemos analisando a obra de perto.

Saber interpretar imagens é algo que muda a forma de vermos a vida. É como se te colocassem um óculos para você ver as coisas muito melhor. Uma boa leitura de imagens depende da percepção. Nesse contexto, as imagens podem ter dimensões diferentes. Elas podem ser classificadas como simbólicas, quando as imagens são icônicas ou representam divindades; podem ser epistêmicas, quando trazem informações sobre o mundo e a sociedade; e estéticas, quando a imagem tem apelo estético, belo.

A leitura das imagens pode se apresentar em três níveis:

Nível Instintivo: depende da percepção e é impulsionada por elementos emotivos. Notamos as cores, formas, expressões e emoções imediatas. O nível instintivo é a primeira impressão do cérebro.
Nível Descritivo: depende da captação das primeiras informações. Nesse nível, podemos analisar os elementos da imagem. As informações podem estar relacionadas à descrição dos ambientes ou personagens da imagem.
Nível Simbólico: nesse nível é possível extrair o simbolismo. Essa ação está relacionada aos mecanismos de conhecimento, ao nosso lado racional. Essa é a fase de codificação da mensagem.

Para ler imagens ou alfabetizar-se visualmente, é preciso desenvolver a observação de aspectos e de traços constitutivos presentes no interior da imagem, sem extrapolar para pensamentos que nada têm a ver com ela. Assim como um texto, uma imagem pode produzir várias leituras, mas não qualquer leitura. Dessa forma, as questões-chave, base para a leitura de imagens, são:

– Como as imagens se apresentam?
– Como indicam o que querem indicar?
– Qual é o seu contexto de referência?
– Como e por que as imagens significam?
– Como as imagens são produzidas?
– Como elas pensam?
– Quais são seus modos específicos de representar a realidade que está fora dela?
– De que modo os elementos estéticos, postos a serviço da intensificação do efeito de sentido, provocam significados para o observador?

As imagens falam

Buscar significados nas coisas é buscar por aquilo que as coisas querem dizer, afinal nada é feito por acaso, as coisas possuem objetivos para existirem, inclusive as imagens. Percebemos, por exemplo, o objetivo das imagens na publicidade na qual as empresas utilizam imagens (fotos, vídeos, e outras) com o objetivo de mostrar qualidades dos produtos divulgados, assim como ativar no público a necessidade por aquilo que está sendo vendido. Além do mais, também existem, por exemplo, as propagandas que utilizam imagens buscando a adesão do público a ideias, conceitos e mudanças de atitudes, valorizando esferas políticas, ideológicas ou religiosas.

Para além da publicidade e da propaganda, vivemos num mundo pautado na visualidade. Seja nas redes sociais, na escolha de nossas roupas, ou ainda na escolha de um quadro para compor a decoração de nossa casa, tudo se trata de imagem, afinal nossa cultura é visual, e cada vez mais essa característica tem se fortalecido na sociedade contemporânea.

As imagens falam, e mais que isso: muitas vezes as imagens falam por nós, afinal elas carregam emoções, ideias e informações, sendo fortes representantes das expressões de nossa humanidade.

A leitura de imagens também induz as pessoas ao aumento do lado criativo, lúdico, poético, cognitivo e etc.

Assista o vídeo no link para ampliar seu entendimento sobre o tema da nossa aula:
LEITURA DE IMAGENSAula para o período: 22 a 24 de abril

quinta-feira, 16 de abril de 2020

AULA DE ARTES 3° ANO – A atividade deverá ser devolvida até o dia 21/04/2020

Segundo o texto estudado, PROCESSO CRIATIVO E A EXPRESSÃO ARTÍSTICA, “a inspiração que brota na mente do autor advém de processos inconscientes, são produzidos pela necessidade de criação que é inerente a natureza humana, ou seja, a produção tanto de um sonho e fantasia, quanto de uma obra de arte, fazem parte de um processo criativo que de forma alguma pertencem ao artista ou ao sonhador”. Através de um texto expresse sua opinião: O processo criativo e a expressão artística, é algo consciente ou inconsciente do homem, justifique sua resposta.


A atividade deve ser encaminhada para o e-mail: santosjotab@gmail.com
Dúvidas, podem ser deixadas no espaço de "comentários"


quinta-feira, 9 de abril de 2020

AULA DE ARTE - 3° ANO: PROCESSO CRIATIVO E A EXPRESSÃO ARTÍSTICA

O que torna nós, humanos, seres com alto potencial criativo? Como surge a inspiração para escrever um magnifico poema, ou compor uma melodia, ou até mesmo pintar um quadro que possa ser a melhor expressão do que sentimos? Será mesmo que todas essas manifestações são simplesmente pura “invenção” racional?

O psicólogo Carl Gustav Jung afirma que a escolha do tema ou a inspiração que brota na mente do autor advém de processos inconscientes, são produzidos pela necessidade de criação que é inerente a natureza humana, ou seja, a produção tanto de um sonho e fantasia, quanto de uma obra de arte, fazem parte de um processo criativo que de forma alguma pertencem ao artista ou ao sonhador. 

O material que se apresenta ao individuo advém dos processos autônomos da psique, e desta forma, quando este material surge na consciência o individuo não tem qualquer controle sobre ele, só lhe resta acatar as imagens e expressá-las da melhor forma que ele conseguir. 

Jung já afirmava que não somos nós quem escolhemos os conteúdos, como no caso do tema de uma pintura, ou de uma musica, ou até mesmo a produção de um trabalho acadêmico (monografias, teses e dissertações), mas os conteúdos que nos escolhem. Em todo caso, é através de sua intuição que artista mergulha nas fontes criativas da psique coletiva, e é deste rico mundo que se apresenta a ele que vem a matéria prima de seu trabalho. “Para Jung as fontes da capacidade de criação estão contidas nesse inconsciente impessoal, coletivo, de onde emerge o novo. O artista é levado a imergir no manancial dessas forças criativas que é patrimônio da humanidade e, delas, configurar sua obra” (PERRONE, s/d, p. 5).

Portanto, a obra de arte é vista pela psicologia junguiana como manifestação dos complexos autônomos do inconsciente coletivo, ou seja, os arquétipos, que nada tem haver com os ímpetos pessoais ou complexos pessoais. Os arquétipos representam os impulsos instintivos do homem coletivo, deste modo, quando surge na sociedade uma obra de arte, trata-se antes de uma expressão de conteúdos que repousam nesta camada inconsciente comum a todos os seres humanos. 

Acredito que não é difícil perceber o impacto que sentimentos quando olhamos para uma expressão artística, seja ela um quadro que nos paralisa, ou uma música que nos emociona tão profundamente a ponta de chegarmos a afirmar – “isto expressa o que eu sinto”. Ou até mesmo quando saímos chocados ou maravilhados com as cenas de um filme. É ai, neste ínfimo instante de tempo que nossas vidas parecem se encontrar, se tornam de fato comuns, e todos aqueles que estão a nossa volta parecem compartilhar do mesmo sentimento e sensação. Isso é coletivo, isto é o profundo “toque na alma” que só o artista consegue trazer a tona. 

“Este é o segredo da ação da arte. O processo criativo consiste (até onde nos é dado segui-lo) numa ativação inconsciente do arquétipo e numa elaboração e formalização na obra acabada. De certo modo a formação da imagem primordial é uma transcrição para a linguagem do presente pelo artista, dando a cada um a possibilidade de encontrar o acesso às fontes mais profundas da vida que, de outro modo, lhe seria negado”. (JUNG, 2011, p. 83) 

A arte também possui suas manifestações em quem é escolhido para manifestá-la. O espírito criativo no artista é visto como um instinto inato que o impele a criar e a produzir, como uma espécie de fome avassaladora que precisa ser satisfeita. Deste modo, a produção da obra de arte não possui um vínculo com a história de vida ou a personalidade do artista, a função deste é simplesmente dar forma aos conteúdos, inserindo-os na sociedade, o que faz com estes conteúdos recebam uma construção racional e modelada por um contexto social. 

“[…] a psicologia do artista constitui um assunto coletivo e não pessoal. Isto porque a arte, nele, é inata como um instinto que dele se apodera, fazendo-o seu instrumento. Em última instância, o que nele quer não é ele mesmo enquanto homem pessoal, mas a obra de arte. Enquanto pessoa, tem seus humores, caprichos e metas egoístas; mas enquanto artista ele é, no mais alto sentido, “homem”, e homem coletivo, portador e plasmador da alma inconsciente e ativa da humanidade”. (JUNG, 2011, p. 104) 

Visto que, a produção artística é considerada na psicologia analítica como manifestação da realidade psíquica, e esta realidade possui o caráter do inefável, contendo as mesmas características de um objeto sagrado, a expressão artística também é vista de certa forma, como religiosa e sagrada. Assim, deve ser acolhida da mesma forma que um objeto religioso. 

Muitas vezes as expressões que não apresentam uma temática explicitamente religiosa possuem como pano de fundo, um conteúdo extremamente religioso. Seja qual for a forma assumida pela produção artística, ela sempre se articula em uma cultura, e suas interpretações partem sempre de uma identificação simbólica como tentativa de compreensão. A articulação da expressão artística só pode se dar na cultura, assim como, não pode haver religião sem cultura, pois elas estão intrinsecamente ligadas e dependentes. As manifestações de uma são moldadas pela outra, a cultura também é estruturada de acordo com os preceitos religiosos juntamente com os impulsos do inconsciente coletivo. Assim também ocorre na arte, pois, embora os conteúdos sejam de uma realidade transcendente e divina, a forma precisa se adequar aos limites físicos e aos materiais utilizados. 

“Tudo o que se quer dizer sobre esse ‘sagrado’ deve ser [será dito] em categorias racionais, portanto culturais. Aí, já se trata de outro momento, que é o momento hermenêutico, o momento do desdobramento da experiência nas fraldas da respectiva cultura de um povo. Usa-se aí de analogias, metáforas, símbolos, etc., que são, no seu conjunto, espécies de gênero da linguagem da experiência religiosa”. (RAIMER 2010, p.4) 

Embora o contexto da época também seja importante, a arte não tem data de validade, sua expressão simplesmente atravessa a linha do tempo, ela manifesta tanto o hoje, como o que está por vir, e sempre estará a frente de qualquer interpretação ou racionalização. Deste modo, Jung defende a necessidade uma atitude simbólica por parte de quem observa, ou seja, não devemos desconsiderar nada do que é apresentado, e não temos o direito julgar o conteúdo. 

É nítida a importância que Jung atribui a questão de observarmos a imagem, seja uma pintura, escultura ou até mesmo na música, onde muitas vezes evocam nossas lembranças ou até mesmo cenas que simplesmente surgem em nossa mente. Seja qual for a forma de manifestação, sempre teremos uma imagem sobre o fato, e esta imagem por si só já se mostra do jeito que tem que ser, cumprindo muitas vezes o papel que lhe cabe, ou seja, enquanto arte e nada mais. 

“Por sobre todo o processo, paira uma precognição obscura, não só daquilo que vai tomando forma, mas também de sua significação. A imagem e a significação são idênticas, e à medida que a primeira assume contornos definidos, a segunda se torna mais clara. A forma assim adquirida, a rigor, não precisa de interpretação, pois ela própria descreve o seu sentido”. (JUNG 2011, p.152) 

Como diria um sábio professor meu – “A arte só pode servir a ela mesma, pois de outra forma, ela deixaria de ser arte.

Por: Bruno Portela 


Referências: 

- PERRONE, Maria Paula. A Imaginação Criadora: Jung e Bachelard. 

- JUNG, Carl Gustav. A natureza da psique. O.C. vol. 8/2. Petrópolis, Rio de Janeiro. Vozes, 4° edição. 2011 

- JUNG, Carl Gustav. O Espírito na Arte e Na Ciência. O.C. vol. 15. Petrópolis, Rio de Janeiro. Vozes, 4° edição. 2011 

- REIMER, Haroldo. O Sagrado em Rufold Otto. Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Programa de Pós Graduação em História. 2010 

Fonte: https://www.psicologiamsn.com/2012/02/processo-criativo-e-expressao-artistica.html


AULA REFERENTE AO  PERÍODO: 09 A 13 DE ABRIL
Deverá fazer a leitura do texto para atividade posterior

AULA E ATIVIDADE PROJETO DE VIDA 1º ANO

SEGUE O LINK DA AULA E ATIVIDADE PROJETO DE VIDA 1º ANO: https://drive.google.com/file/d/1treRRXIHZKZzU8cridNdyckqB55Nq-jm/view?usp=sharing ...